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    :: TRIBUTÁRIO – Reforma Tributária: 4 etapas importantes de preparação para empresas

    banenr 18 TRIBUTÁRIO copiar - :: TRIBUTÁRIO – Reforma Tributária: 4 etapas importantes de preparação para empresas

    Imagem: Contábeis

     

    A partir de janeiro de 2026, preenchimento dos campos de IBS, CBS e IS nas notas fiscais será obrigatório; empresas precisam iniciar ajustes agora.

    A partir de janeiro de 2026, todas as empresas estarão obrigadas a preencher corretamente os campos relativos ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e ao Imposto Seletivo (IS) nas notas fiscais eletrônicas (NF-e e NFC-e).

    Embora desde outubro de 2025 esses campos já estejam disponíveis em ambiente de produção, inicialmente o preenchimento terá caráter opcional, funcionando apenas como etapa de verificação e adaptação dos sistemas.

    A medida marca o início da transição para o novo regime tributário sobre o consumo, previsto na Reforma Tributária, que substituirá tributos atuais e trará mudanças significativas para empresas de todos os portes.

     

    Etapas fundamentais para a adequação

    Para garantir uma transição segura, especialistas indicam quatro etapas de preparação que devem ser observadas por empresas, incluindo pequenos e médios negócios.

     

    1 – Compreensão técnica e estratégica

    O primeiro passo é realizar uma análise detalhada da legislação e avaliar os impactos que o novo sistema trará ao modelo de negócios.

    Entre os pontos que exigem atenção estão:

    • Funcionamento do split payment, sistema que fará a dedução automática de tributos a cada venda;

    • Novas regras de compensação de créditos tributários;

    • Incidência de tributos sobre atividades que antes não eram alcançadas, como a locação de imóveis, em determinadas situações;

    • Criação do Imposto Seletivo, que incidirá sobre produtos e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

    Essa etapa exige que gestores revisem modelos de fornecimento, estoques, financiamento e vendas, além de capacitar equipes executivas e operacionais para interpretar corretamente as novas regras.

     

    2 – Avaliação de processos e contratos

    Após compreender os impactos, a empresa deve avaliar como eles atingem operações, rotinas e contratos.

    Questões que precisam ser respondidas:

    • Os processos contábeis e fiscais estão preparados para a nova legislação?

    • O sistema de precificação permanece viável?

    • Será necessário renegociar contratos com clientes e fornecedores?

    • A equipe atual está dimensionada e capacitada para lidar com as mudanças?

    Em alguns casos, será fundamental estabelecer estratégias de comunicação com parceiros comerciais para justificar alterações em preços, cláusulas contratuais ou condições de fornecimento.

    Como a transição impacta toda a cadeia de valor, a cooperação entre empresas, clientes e fornecedores será decisiva para ajustes consistentes.

     

    3 – Reestruturação de processos e sistemas

    Na fase operacional, será indispensável adaptar sistemas de emissão de notas fiscais, contabilidade e gestão tributária para processar os novos tributos.

    Algumas perguntas importantes:

    • O emissor de notas já possui os campos de IBS, CBS e IS?

    • O sistema contábil está apto a registrar as novas obrigações acessórias?

    • Há necessidade de integração com ferramentas de automação tributária ou inteligência fiscal?

    Uma base tecnológica confiável será essencial para evitar erros, reduzir riscos de penalidades e garantir agilidade no processamento das informações.

    A atualização dos sistemas também pode ser oportunidade para investir em soluções mais modernas, que ofereçam gestão integrada e maior precisão nos registros fiscais.

     

    4 – Governança tributária e compliance

    Além das adaptações operacionais, será necessário fortalecer a governança tributária e os mecanismos de compliance.

    Isso inclui:

    • Monitorar os créditos acumulados durante o período de transição;

    • Acompanhar a publicação de PECs complementares e leis ordinárias, que ainda detalharão aspectos da implementação;

    • Revisar os controles internos para reduzir riscos e assegurar conformidade;

    • Contar com suporte especializado de contadores e equipes tributárias para o planejamento estratégico.

    Como a transição ocorrerá em etapas até 2033, ajustes de rota podem ser necessários ao longo do processo, exigindo constante monitoramento e atualização.

     

    Impactos esperados da Reforma Tributária

    O novo modelo de tributação sobre o consumo tem como principais objetivos:

    • Simplificação do sistema atual, com a substituição de tributos como ICMS, ISS, PIS e Cofins;

    • Redução da cumulatividade, por meio de crédito amplo e não cumulativo;

    • Aumento da transparência e padronização na cobrança;

    • Criação do Imposto Seletivo, para desestimular consumo de itens nocivos à saúde e ao meio ambiente.

    Embora a promessa seja de maior racionalidade e eficiência, as mudanças exigirão planejamento tributário e revisão estratégica das operações para evitar impactos negativos em custos e margens.

    Com a proximidade do início da transição em 2026, empresas de todos os portes precisam acelerar seus processos de adaptação à Reforma Tributária.

    A compreensão da legislação, a revisão de contratos, a atualização tecnológica e o fortalecimento da governança são etapas essenciais para garantir conformidade e competitividade.

     

    Fonte: Contábeis

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