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    Veículo híbrido custará mais do que você pensa

     Você está disposto a pagar quanto para ter um carro compacto capaz de rodar gastando apenas eletricidade? As montadoras sonham com uma resposta sincera, mas sabem que os valores dificilmente serão compatíveis com suas expectativas de lucro.

    O conjunto formado por motor e câmbio representa 30% do custo de produção de um carro convencional, seja movido a gasolina ou flex. O cálculo foi revelado em novembro pelo presidente mundial da Peugeot, Jean-Philippe Imparato, durante visita ao Brasil.

    Se o automóvel for híbrido —melhor solução para o Brasil, que está longe de ter estrutura de recarga para veículos 100% elétricos—, o custo desse “powertrain” (trem de força) equivale a 50% do total, afirma Imparato.

    Nesses modelos, além do motor a combustão, é adicionado um outro, elétrico, capaz de mover o carro sozinho em trechos urbanos. O Toyota Prius tem essa tecnologia e custa R$ 125,5 mil. O valor é subsidiado pela montadora japonesa, que ganha mais dinheiro vendendo Corolla 2.0 flex a R$ 106 mil.

    Até o fim da próxima década, todas as marcas instaladas no Brasil terão veículos eletrificados em suas linhas. Certamente custarão mais caro, e mesmo o aumento da produção e os incentivos fiscais serão insuficientes para torná-los mais acessíveis nos próximos dez anos.

    Como reduzir emissões de poluentes é uma necessidade e uma exigência legal, não há outro caminho.

    As legislações ambientais são feitas por políticos e advogados que não entendem de engenharia, criando metas difíceis de serem atingidas pelas montadoras. Mas, se não fosse assim, talvez não enxergássemos o céu acima da camada de poluição.

    Hoje, um carro compacto intermediário é vendido por R$ 60 mil. Caso ganhe um motor elétrico extra e mais os itens complementares a essa tecnologia —baterias, transmissão modificada e outras alterações—, seu preço saltaria para perto de R$ 80 mil. Isso já considerando possíveis incentivos fiscais.

    Na hora de escolher, o comprador ficaria entre levar um modelo com um sistema de som melhor, bancos de couro, teto solar e motor mais forte ou, pelo mesmo preço, comprar uma versão híbrida menos equipada. A vantagem seria ter um veículo que consome menos e, por consequência, polui menos.

    Como o motorista brasileiro tende a valorizar mais equipamentos de bordo do que tecnologias que não enxerga —dado levantado pelas montadoras em pesquisas—, a tendência é que as marcas não ofereçam veículos eletrificados básicos.

    O sistema híbrido seria um item extra, só disponível nas versões mais equipadas. Nessa situação, o preço daquele automóvel compacto iria para perto de R$ 100 mil. É provável que esse valor esteja longe do que as pessoas estarão dispostas a pagar.

    Fonte:  Folha de São Paulo

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